Algas com toxinas podem invadir Ria Formosa

(Foto Cláudia Lima da Costa) O Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) admitiu, esta quarta-feira, que as algas com toxinas, que estão a interditar a apanha de bivalves no litoral algarvia, podem invadir a Ria Formosa, como aconteceu no passado.

Fonte do IPIMAR ligado ao processo do plano de cobertura da qualidade da água na costa portuguesa explicou à Lusa que «todos os anos, por altura da primavera/verão, há algas que produzem no seu interior toxinas» e o fenómeno começa sempre na costa e depois «pode ou não entrar na Ria Formosa».

«Como as algas se espalham com as correntes de maré ou induzidas pelo vento é possível que também invadam a Ria Formosa durante dois ou três dias, como aconteceu já em anos passados», recorda a mesma fonte do IPIMAR, acrescentando que todos os anos «há este problema».

A durabilidade destas micro-algas é de cerca de 15 dias e a toxina que produzem provoca «efeitos diarreicos» ao Homem durante dois ou três dias.

O IPIMAR indica que a apanha e comercialização de todos os bivalves da zona litoral compreendida entre Vilamoura e Vila Real de S. António mantém-se interdita, mas que, para já, não há invasão das algas na Ria Formosa.Esta notícia no seu telemóvel

Portugueses não querem central nuclear no país

Central nuclear em Almaraz A ideia de se construir uma central nuclear em Portugal desagrada à maior parte dos portugueses. Um estudo divulgado esta quinta-feira revela que 70 por cento dos consumidores particulares de energia estão contra esta ideia. Consideram que existem riscos para a saúde pública e segurança.

O estudo da Associação Portuguesa de Energia (APE), intitulado «A Energia em Portugal», foi feito com recurso a inquéritos elaborado por uma empresa de estudos de mercado.

Os 30 por cento que concordam com a construção de uma central nuclear no país apontam como principal vantagem a produção de energia mais barata.

O estudo é divulgado dois meses depois do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão.

A poucos mais de 100 quilómetros da fronteira de Portugal está localizada a central nuclear espanhola de Almaraz.

Portugueses escolhem posto de combustível pelo preço

Em relação aos combustíveis derivados de petróleo houve uma alteração no comportamento dos consumidores desde 2006, altura em que a APE fez a primeira edição do estudo.

«Passou a ser o preço, e não a localização, a principal condicionante na escolha dos postos de abastecimento pelos particulares e do fornecedor de combustíveis pelas empresas», pode ler-se no documento, citado pela Lusa.

Maioria dos consumidores dispostos a adquirir um veículo elétrico

No âmbito da mobilidade elétrica, cerca de 31 por cento dos consumidores particulares estão dispostos a pagar mais para a aquisição de um veículo elétrico, sendo que destes cerca de 60 por cento aceitariam a pagar até cinco por cento a mais.

A maioria dos consumidores considera a possibilidade de adquirir um veículo elétrico nos próximos dois a três anos, de acordo com este estudo.Esta notícia no seu telemóvel

São João vai poupar na carteira e no ambiente

Cirurgia Quem disse que no hospital também não se pode tratar da saúde do ambiente? Eu o diga o Hospital de São João, no Porto, que vai implementar um sistema de iluminação eficiente, ou seja, vai mudar para led e com isso poupar energia.

Os números da poupança no pólo de Valongo não deixam margem para dúvidas. Este sistema permitiu ao Hospital de Valongo reduzir em 72,3 por cento o consumo de energia eléctrica num mês. Por isso, o presidente da administração daquele centro hospitalar decidiu implementar o novo sistema de «imediato», se bem que a «instalação demorará mais tempo no Porto do que em Valongo», uma vez que «em Valongo são apenas 250 pessoas, enquanto que no S. João trabalham 4.500».

Com este sistema de iluminação, Carlos Coelho, responsável pela implementação do projecto, disse à agência Lusa que o hospital vai conseguir «poupar anualmente cerca de 28.700 euros», já que antes gastava cerca de 3.700 euros por mês e agora passará apenas a pagar cerca de 1.400 euros/mês. Além da redução de custos, este sistema permite reduzir o «CO2 em 1.080 toneladas/ano». Esta notícia no seu telemóvel

Tsunami arrastou golfinho para campo de arroz

Tsunami arrastou golfinho Um golfinho bebé foi resgatado num campo de arroz do Japão depois de ter sido arrastado pelo tsunami de 11 de Março

O animal de um metro, encontrado a cerca de dois quilómetros da costa japonesa, estava encurralado há mais de uma semana num arrozal.

Ryo Taira, dono de um abrigo para animais em Sendai, foi quem viu a pequena criatura. «Não tinha a certeza se o deveria ter largado no mar, o que seria a atitude mais correcta, mas quando o vi a afastar-se senti-me contente. Espero que tudo corra bem e que consiga encontrar a sua família», disse.

O golfinho foi imediatamente salvo e pouco depois devolvido ao seu habitat natural.Esta notícia no seu telemóvel

Ria Formosa: proibido apanhar bivalves

Algarve Os bivalves de todas as zonas de produção da Ria Formosa no Algarve estão interditos de serem apanhados e comercializados devido à presença de algas produtoras de biotoxinas, informou o Instituto de Investigação das Pescas.

«Atendendo à presença de fitoplânton produtor de biotoxinas DSP, solicita-se preventivamente a interdição da apanha e comercialização de todos os bivalves provenientes de todas as zonas de produção da Ria Formosa», disse hoje à agência Lusa fonte do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR).

A área de interdição da apanha abrange as capitanias de Vila Real de Santo António, Tavira, Fuseta, Olhão e Faro, acrescenta o IPIMAR.

A durabilidade destas micro-algas é de cerca de 15 dias e a toxina que produzem provoca «efeitos diarreicos» ao Homem durante dois ou três dias.

A interdição temporária da apanha e comercialização de todo o tipo de bivalves foi inicialmente implementada no sábado pelas autoridades que tutelam os recursos biológicos, mas até agora a restrição cingia-se à área litoral algarvia entre Vilamoura e Vila Real S. António.

Na quarta-feira, em declarações à Lusa, fonte do IPIMAR já havia admitido que as algas com toxinas, que estavam a interditar a apanha de bivalves no litoral algarvio, poderiam invadir a Ria Formosa, à semelhança dos anos anteriores.

«Todos os anos, por altura da primavera/verão, há algas que produzem no seu interior toxinas» e o fenómeno começa sempre na costa e depois «pode ou não entrar na Ria Formosa».Esta notícia no seu telemóvel

Ambiente: «Portugal é considerado um bom aluno»

(Foto Cláudia Lima da Costa) A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, disse esta quarta-feira em Aveiro que o relatório do terceiro exame da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) ao desempenho ambiental de Portugal evidencia que o país está no bom caminho nesta área.

O relatório ao exame da OCDE, a que o país foi submetido no ano passado, vai ser apresentado no próximo dia 11 de Abril e, segundo a ministra do Ambiente, «a apreciação global é francamente positiva e incentivadora para todos os que têm sido parte deste processo».

A governante não quis detalhar o relatório, adiantando apenas que «Portugal é considerado um bom aluno em termos da sua integração na União Europeia».

«Em tempo curto recuperámos os atrasos que tínhamos e isso é muito valorizado. Somos dados como exemplo», afirmou Dulce Pássaro.

A governante acrescentou ainda que Portugal passou de um país que «tinha problemas sérios, em termos do modelo de desenvolvimento que nem sempre respeitou a preservação do ambiente», para «um país com uma economia perfeitamente articulada com a preservação do ambiente e claramente alinhado com o desempenho dos países que tinham anteriormente entrado na União Europeia».Esta notícia no seu telemóvel

Amanhã apague a luz durante uma hora

Velas (EPA/JAIPAL SINGH) A Hora do Planeta, iniciativa a apelar que todo o mundo desligue a electricidade durante 60 minutos no sábado contra o aquecimento global, já tem a adesão de 81 municípios portugueses, vários monumentos e empresas, disse uma responsável da WWF.

O objectivo da Hora do Planeta, que se repete este ano entre as 20h30 e as 21h30 de sábado, é levar as pessoas a desligarem as luzes, assinalando o seu compromisso com o planeta, partilharem histórias e acções que beneficiem a Terra, através da Internet, e adoptarem comportamentos diários sustentáveis, como explica a WWF, a associação ambientalista promotora da iniciativa.

Ângela Morgado, daquela organização, referiu à agência Lusa que a última contabilização «já ia nos 81 municípios aderentes em Portugal», a maior parte cidades, ou seja, quase um terço das autarquias.

«Temos um recorde de adesões e estamos satisfeitos», salientou Ângela Morgado que, ainda assim, espera que nas últimas horas antes do «apagão» haja mais câmaras a aderir e que se atinja os 90 municípios.

Embora seja difícil fazer uma previsão, a porta-voz da WWF em Portugal estima que entre um a dois milhões de pessoas desliguem as luzes no sábado em Portugal. O número poderá chegar às centenas de milhões em todo o mundo.

Quanto aos monumentos que se espera que fiquem às escuras na Hora do Planeta «são basicamente em Lisboa os mais emblemáticos», como o Mosteiro dos Jerónimos, Ponte 25 de Abril, Cristo Rei (Almada), Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos ou Castelo de S. Jorge.

As novidades este ano são «as duas estações [ferroviárias], de Santa Apolónia e do Rossio, o Teatro D. Maria II e o Aqueduto das Águas Livres», avançou Ângela Morgado, acrescentando alguns monumentos simbólicos fora da capital, como a Sé de Évora ou a Sé de Faro.

Apesar de Ângela Morgado ter dito que a Hora do Planeta não recebeu qualquer apoio da parte do Governo português, o secretário de Estado do Ambiente salientou à agência Lusa a sua importância e referiu: «Estamos muito de alma e coração com a iniciativa.»

A nível internacional, são 133 países e territórios aderentes, quatro mil cidades e centenas de ícones emblemáticos e paisagens, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o edifício mais alto do mundo, o Palácio Real na Tailândia, a Torre Eiffel ou a Ópera de Sidney.

«Temos alguns líderes políticos que declaradamente apoiam a Hora do Planeta, como o secretário-geral da ONU, o primeiro-ministro britânico ou a primeira-ministra da Austrália», disse Ângela Morgado.Esta notícia no seu telemóvel

Bivalves: Ria Formosa excluída da interdição

Sociedade A Autoridade Marítima informou que a Ria Formosa está excluída da interdição da apanha de bivalves, continuando a apanha a ser proibida na área litoral algarvia, entre Vilamoura e Vila Real S. António, avança a agência Lusa.

Em declarações à agência Lusa, o responsável pela Autoridade Marítima do Sul, Marques Ferreira, explicou que «atendendo à presença de fitoplânton produtor de biotoxinas DSP está interdita a apanha e comercialização de todos os bivalves da zona litoral compreendida entre Vilamoura e Vila Real de S. António».

A faixa costeira estende-se por cerca de 60 quilómetros e corresponde à área da Ria Formosa, contudo este sistema lagunar não está afetado pela interdição, disse Marques Ferreira.

Os pescadores e apanhadores devidamente licenciados cuja atividade esteja a ser condicionada pela interdição de trabalhar podem recorrer ao fundo de compensação salarial, garantiu hoje à Lusa fonte do Ministério da Agricultura, Do desenvolvimento Rural e das Pescas.

O fundo de compensação salarial dos profissionais da pesca «têm por objetivo prestar apoio aos profissionais da pesca por razões que se prendem com condicionantes, especificamente da sua atividade e que fique temporariamente sem rendimento, nomeadamente em situações de interdição de pesca por motivos de Saúde Pública», explica o Ministério.

A candidatura é apresentada junto da Direção Geral das Pescas ou através da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Algarve, estando os formulários disponíveis na Internet.

A interdição temporária, que inibe a apanha e comercialização de todo o tipo de bivalves, foi inicialmente implementada no sábado pelas autoridades que tutelam os recursos biológicos.Esta notícia no seu telemóvel

Sócrates confessa «recaída ambiental»

José Sócrates O primeiro-ministro defendeu, esta sexta-feira, na inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, que é preciso «ser persistente» para que as obras se façam e que Portugal atingiu já a maturidade ambiental. Durante a cerimónia, o primeiro-ministro demissionário confessou ter uma «recaída ambiental».

«De certa forma, esta cerimónia significa para mim uma recaída ambiental. Sou porventura dos políticos que está em melhores condições para avaliar o significado da entrada em funcionamento desta nova ETAR», disse, considerando que «a poluição do rio Tejo era uma vergonha».

«Sou de uma geração que teve que liderar com o atraso nas políticas ambientais», disse Sócrates, sustentando, em seguida, que Portugal «atingiu agora um ponto de maturidade».

«Se há conclusão que podemos tirar dos últimos 15 anos é que fizemos bem este trabalho. Ao longo destes 15 anos, aproveitando os fundos comunitários, Portugal foi capaz de vencer o fosso que nos separava dos países mais desenvolvidos em termos ambientais», advogou ainda.

Quanto ao processo que levou à construção da nova ETAR de Alcântara, que atingirá 85 por cento das águas coletadas e tratadas, o primeiro-ministro disse «saber bem o que significa em Portugal fazer-se uma obra». «É preciso ser persistente para que as obras se façam, em particular uma obra com a ambição desta. Vamos ter uma ETAR que está à altura do melhor que se faz no mundo. Passámos para outro estado tecnológico», concluiu o primeiro-ministro.

As novas instalações da ETAR de Alcântara ¿ um investimento de 70 milhões de euros e que servirá uma população de 756 mil habitantes.Esta notícia no seu telemóvel

Cadáver de golfinho deu à costa em Vila do Conde

(Foto Cláudia Lima da Costa) Um golfinho morto foi encontrado, ao final da tarde, na praia do Pinhal, em Mindelo, Vila do Conde, confirmou à Lusa fonte da Autoridade Marítima local.

O cadáver do animal, de pequenas dimensões, foi avistado por um morador da zona que passava no local.

A Câmara de Vila do Conde já foi contactada para remover e transportar o mamífero marinho para um aterro sanitário, informou à agência Lusa a mesma fonte.

Nesta altura do ano, assim como no inverno, é comum o aparecimento de golfinhos e também de baleias nas praias portuguesas.Esta notícia no seu telemóvel